CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2016
IGREJAS SE UNEM PARA CAMPANHA DA FRATERNIDADE ECUMÊNICA 2016
A
Campanha da Fraternidade de 2016 será ecumênica: ou seja, reunirá outras
igrejas cristãs além da Católica. Como nas três versões anteriores, a ação será
coordenada pelo CONIC, que é composto a Igreja Católica Apostólica Romana,
Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, Igreja Evangélica de Confissão Luterana
no Brasil, Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e Igreja Presbiteriana Unida.
Uma das
maiores novidades para esta IV edição é que ela contará com a participação da
Misereor – entidade episcopal da Igreja Católica da Alemanha que trabalha na
cooperação para o desenvolvimento na Ásia, África e América Latina.
O
objetivo principal da iniciativa será chamar atenção para a questão do
saneamento básico, com o tema “Casa comum, nossa responsabilidade. O lema bíblico
para apoiar esta escolha a baseia-se em Amós 5:24, que diz: “Quero ver o
direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. Ambos,
tema e lema, foram definidos em uma reunião realizada em São Paulo, entre os
dias 4 e 6 de novembro, reunindo membros da Comissão da Campanha e
representantes da Misereor.
HISTÓRICO DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE
Em
1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha
para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da
instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada
Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em
Natal no Rio Grande do Norte, com adesão de outras três Dioceses e apoio
financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do
Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de
um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no
Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral
(Evangelizadora) da Igreja em nosso País.
Em
seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da
CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no
Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era
Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Cáritas Brasileira. O
fato de ser Administrador Apostólico de Natal explica que a Campanha tenha
iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.
Este
projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o
impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, em andamento na época, e
realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi
fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem
como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim,
para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação
eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um,
os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões
do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências.
Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.
Em
20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma
intitulado: Campanha da Fraternidade - Pontos Fundamentais apreciados pelo
Episcopado em Roma. Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que
estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas
diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta
transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser
redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF.
Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações
Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a
Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.
Em
1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em
rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal
continua enriquecendo a abertura da CF.
De
1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de
evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os
cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos
concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema
específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande
instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação
interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós
em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos
de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação
de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do
tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo,
segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com
quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a
todos.
A
Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização
libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a
transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz
do Projeto de Deus.
Na
história do desenvolvimento da Campanha da Fraternidade seguiu-se dentro de
algumas fases que se confundem também com a História da Igreja Católica e com a
História recente da sociedade brasileira.
1ª Fase:
Em busca da Renovação Interna da Igreja
Renovação
da Igreja
ANO
|
TEMA
|
LEMA
|
1964
|
Igreja em Renovação
|
Lembre-se: Você também é Igreja
|
1965
|
Paróquia em Renovação
|
Faça de sua paróquia uma
comunidade de fé, culto e amor
|
Renovação
do Cristão
ANO
|
TEMA
|
LEMA
|
1966
|
Fraternidade
|
Somos responsáveis uns pelos
outros
|
1967
|
Co-responsabilidade
|
Somos todos iguais, somos todos
irmãos
|
1968
|
Doação
|
Crer com as mãos!
|
1969
|
Descoberta
|
Para o outro, o próximo é você
|
1970
|
Participação
|
Ser Cristão é Participar
|
1971
|
Reconciliação
|
Reconciliar
|
1972
|
Serviço e Vocação
|
Descubra a felicidade de servir
|
2ª Fase:
A Igreja preocupa-se com a realidade social do povo, denunciando o pecado
social e promovendo a justiça
ANO
|
TEMA
|
LEMA
|
1973
|
Fraternidade e libertação
|
O egoísmo escraviza, o amor
liberta
|
1974
|
Reconstruir a casa
|
Onde está teu irmão?
|
1975
|
Fraternidade é repartir
|
Repartir o Pão
|
1976
|
Fraternidade e Comunidade
|
Caminhar juntos
|
1977
|
Fraternidade na Família
|
Comece em sua casa
|
1978
|
Fraternidade no mundo do
trabalho
|
Trabalho e justiça para todos
|
1979
|
Por um mundo mais humano
|
Preserve o que é de todos
|
1980
|
Fraternidade no mundo das
Migrações, Exigência da Eucaristia
|
Para onde vais?
|
1981
|
Saúde e Fraternidade
|
Saúde para todos
|
1982
|
Educação e Fraternidade
|
A verdade vos libertará
|
1983
|
Fraternidade e Violência
|
Fraternidade sim, violência não
|
1984
|
Fraternidade e Vida
|
Para que todos tenham vida
|
3ª Fase:
A Igreja volta-se para situações existenciais do povo Brasileiro
ANO
|
TEMA
|
LEMA
|
1985
|
Fraternidade e Fome
|
Pão para quem tem fome
|
1986
|
Fraternidade e Terra
|
Terra de Deus, Terra de irmãos
|
1987
|
Fraternidade e o Menor
|
Quem acolhe o menor, a mim
acolhe
|
1988
|
Fraternidade e o Negro
|
Ouvi o clamor deste povo!
|
1989
|
Fraternidade e a Comunicação
|
Comunicação para a verdade e a
paz
|
1990
|
Fraternidade e a Mulher
|
Mulher e Homem: Imagem de Deus
|
1991
|
A Fraternidade e o Mundo do
Trabalho
|
Solidários na dignidade do
Trabalho
|
1992
|
Fraternidade e Juventude
|
Juventude - caminho aberto
|
1993
|
Fraternidade e Moradia
|
Onde moras?
|
1994
|
Educação e a Família
|
A Família, como vai?
|
1995
|
A Fraternidade e os Excluídos
|
Eras tu, Senhor?!
|
1996
|
Fraternidade e Política
|
Justiça e Paz se abraçarão
|
1997
|
A Fraternidade e os
Encarcerados
|
Cristo liberta de todas as
prisões
|
1998
|
Fraternidade e Educação
|
A Serviço da Vida e da
Esperança
|
1999
|
Fraternidade e os desempregados
|
Sem trabalho...Por quê?
|
2000
|
Dignidade Humana e Paz (ecumênica)
|
Novo Milênio sem Exclusões
|
2001
|
Fraternidade e as Drogas
|
Vida sim, Drogas não
|
2002
|
Fraternidade e Povos Indígenas
|
Por uma terra sem males
|
2003
|
Fraternidade e Pessoas Idosas
|
Vida, Dignidade e Esperança
|
2004
|
Fraternidade e Água
|
Água, fonte de Vida
|
2005
|
Solidariedade e Paz (ecumênica)
|
Felizes os que promovem a Paz
|
2006
|
Levanta-te, vem para o meio!
|
|
2007
|
Vida e Missão neste chão
|
|
2008
|
Escolhe, pois, a Vida
|
|
2009
|
A Paz é fruto da Justiça
|
|
2010
|
Vocês não podem servir a Deus e
ao dinheiro
|
|
2011
|
A criação geme em dores de
parto
|
|
2012
|
Que a saúde se difunda sobre a
terra
|
|
2013
|
Eis-me aqui, envia-me!
|
|
2014
|
É para a liberdade que Cristo
nos libertou
|
|
2015
|
Eu vim para servir
|
CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2014
1-O cartaz da Campanha da Fraternidade quer refletir a crueldade do tráfico humano. As mãos acorrentadas e estendidas simbolizam a situação de dominação e exploração dos irmãos e irmãs traficados e o seu sentimento de impotência perante os traficantes. A mão que sustenta as correntes representa a força coercitiva do tráfico, que explora vítimas que estão distantes de sua terra, de sua família e de sua gente.
2-Essa situação rompe com o projeto de vida na liberdade e na paz e viola a dignidade e os direitos do ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus. A sombra na parte superior do cartaz expressa as violações do tráfico humano, que ferem a fraternidade e a solidariedade, que empobrecem e desumanizam a sociedade.
3-As correntes rompidas e envoltas em luz revigoram a vida sofrida das pessoas dominadas por esse crime e apontam para a esperança de libertação do tráfico humano. Essa esperança se nutre da entrega total de Jesus Cristo na cruz para vencer as situações de morte e conceder a liberdade a todos. “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5, 1), especialmente os que sofrem com injustiças, como as presentes nas modalidades do tráfico humano, representadas pelas mãos na parte inferior.
4-A maioria das pessoas traficadas é pobre ou está em situação de grande vulnerabilidade. As redes criminosas do tráfico valem-se dessa condição, que facilita o aliciamento com enganosas promessas de vida mais digna. Uma vez nas mãos dos traficantes, mulheres, homens e crianças, adolescentes e jovens são explorados em atividades contra a própria vontade e por meios violentos.
(Fonte: CF 2014 http://www.cnbb.com.br/campanhas/fraternidade/12900-cnbb-divulga-cartaz-e-os-subsidios-da-campanha-da-fraternidade-2014-fraternidade-e-trafico-humano).


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